Pular para o conteúdo

Primeira geração – Indianista ou Nacionalista

6 de março de 2012

minha parte

Introdução: O Romantismo, no Brasil, foi um período inicialmente de apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento e o espírito romântico passa a designar toda uma a visão do mundo centrada no indivíduo . Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos .Para os românticos, o mundo real é sempre uma frustração de seus idealismos e sonhos. Daí a rebeldia dos poetas do mal- do -século.Esse desejo de fugir da realidade manifesta-se em atitudes como o desejo de morrer, o culto a solidão, a evasão no espaço e no tempo.O poeta tem maior liberdade formal em busca da musicalidade) , as comparações , metáforas e adjetivação são constantes para dar vazão a fantasia, as redondilhas são costumeiras tanto a menor como a maior, a natureza passa a integrar-se a história do ser humano que não é apenas bondade mas também é maldade..A mulher é sempre idealizada e inacessível , virgem , angelical ou até mesmo sensual, o amor em sua grandeza algumas vezes em forma paixão. O romantismo retrata as emoções mais profundas e os sentimentos são expressos através do poeta (autor) que expõe de tal forma a simbolizar o que sente de maneira bela e melancólica muitas vezes. A subjetividade e a emoção do eu ( autor) são marcas do romantismo. Que foi de suma importância para a crescimento da literatura brasileira.

Características: – Liberdade total no plano expressivo, ou seja, a "liberdade de expressão". – Arte voltada para as camadas populares – Sentimentalismo – Idealização da figura feminina – Índio: representa o nacionalismo e o passado pré-colonial – Exaltação da natureza – Sentimento nacionalista – Religiosidade – Saudosismo.

Entre estas destacam-se: Nacionalismo:Exaltação da Pátria, de forma exagerada, em que somente as qualidades são enaltecidas. Indianismo:O índio era imaginado a partir do ideal cavalheiresco do romantismo medievalista europeu. Espírito nobre, seus valores são sobre tudo a honra, a honestidade, a franqueza e a lealdade.

textos:

1.

parte do Augusto

 Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães

A obra Suspiros Poéticos e Saudades, publicada em 1836, foi considerada a obra inaugural do Romantismo no Brasil. O autor procurou criar e consolidar uma literatura nacional para o país. É dividida em duas partes: "suspiros poéticos" e “saudades”.

A primeira parte é constituída de 43 poemas sobre os mais diversos temas, tais como a própria poesia, o cristianismo, a mocidade, a fantasia, ou ainda diversas impressões sobre lugares, fatos e figuras da história.

A segunda parte é dedicada, como o próprio título declara, à saudade, evocando em 12 poemas a pátria, a família, os amigos, enfim, pessoas, fatos e lugares caros ao poeta e dele apartados.

suspiros poéticos :

 Napoleão em Waterloo (trecho)

Napoleão em S. Helena (Memorial)

Eis aqui o lugar, onde eclipsou-se
O Meteoro fatal às régias frontes!
E nessa hora em que a glória se obumbrava,
Além o sol em trevas se envolvia!
Rubro estava o horizonte, e a terra rubra!
Dous astros ao ocaso caminhavam;
Tocado ao seu zênite haviam ambos;
Ambos iguais no brilho, ambos na queda
Tão grandes como em horas de triunfo!

                      […]

saudades :

O dia 7 de setembro, em Paris (trecho)

Longe do belo céu da Pátria minha,
Que a mente me acendia,
Em tempo mais feliz, em qu’eu cantava
Das palmeiras à sombra os pátrios feitos;
Sem mais ouvir o vago som dos bosques,
Nem o bramido fúnebre das ondas,
Que n’alma me excitavam
Altos, sublimes turbilhões de idéias;
Com que cântico novo
O Dia saudarei da Liberdade?

               […]

2.

Canção do exílio , de Gonçalves Dias

 

Canção do exílio é o poema de Gonçalves Dias que abre o livro contos literários e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil. Foi escrita em julho de 1843, em Coimbra, Portugal. O poema, por conta de sua contenção e de sua alusão à pátria distante, tema tão próximo do ideário do Romantismo, tornou-se emblemático na cultura brasileira.

Canção do exílio (trecho)

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

            […]

autores:

parte do Mike

Gonçalves de Magalhães

Domingos José Gonçalves de Magalhães, primeiro e único barão e visconde do Araguaia, (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1811Roma, 10 de julho de 1882), foi um médico, professor, diplomata, político, poeta e ensaísta brasileiro, tendo participado de missões diplomáticas na França,Itália, Vaticano, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de ter representado a província do Rio Grande do Sul na sexta Assembleia Geral.

Filho de Pedro Gonçalves de Magalhães Chaves.

Morreu em Roma, onde exercia cargos diplomáticos junto à Santa Sé, no ano de 1882.

Ingressou em 1828 no curso de medicina, diplomando-se em 1832. No mesmo ano estreou com "Poesias" e, no ano seguinte, parte para a Europa, com a intenção de se aperfeiçoar em medicina.

Em 1838 é nomeado professor de Filosofia do Colégio Pedro II, tendo lecionado por pouco tempo.

De 1838 a 1841 foi secretário de Caxias no Maranhão e de 1842 a 1846 no Rio Grande do Sul. Em 1847 entrou para a carreira diplomática brasileira. Foi Encarregado de Negócios nas Duas Sicílias, no Piemonte, na Rússia e na Espanha; ministro residente na Áustria; ministro dos Estados Unidos, Argentina e na Santa Sé, onde morreu.

Algumas de suas obras :

  • Suspiros poéticos e saudades (1836) – Considerada a obra inaugural do romantismo brasileiro
  • Antônio José ou O poeta e a Inquisição (1839)
  • A Confederação dos Tamoios, poema épico (1857)
  • Os Mistérios de Vinícius (1857)
  • Fatos do Espírito Humano, tratado filosófico (1858)

Manuel de Araújo Porto-Alegre

Manuel José de Araújo Porto-alegre, primeiro e único barão de Santo Ângelo (Rio Pardo, 29 de novembro de 1806Lisboa, 30 de dezembro de 1879), foi um escritor do romantismo, político e jornalista (fundador de várias Revistas, dentre elas a "Revista Guanabara", divulgadora do gênero literário romântico e "Lanterna Mágica", publicação de humor político) , pintor, caricaturista, arquiteto, crítico e historiador de arte, professor e diplomata brasileiro.

Todos os descendentes do barão de Santo Ângelo não utilizam mais o sobrenome Araújo, vindo a adotar Porto-alegre como sobrenome.

Seus restos mortais foram trazidos ao Brasil em 1922.

Algumas de suas obras :

Dom Pedro I, óleo, acervo do Museu Histórico Nacional

Selva brasileira, aquarela, acervo do Museu Júlio de Castilhos

Estudo para painel decorativo, 1851, acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

 

parte do Vinicius

Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias (Caxias, 10 de agosto de 1823Guimarães, 3 de novembro de 1864) foi um poeta e teatrólogo brasileiro.

Nascido em Caxias, era filho de uma união não oficializada entre um comerciante português com uma mestiça cafuza brasileira (o que muito o orgulhava de ter o sangue das três raças formadoras do povo brasileiro: branca, indígena e negra), e estudou inicialmente por um ano com o professor José Joaquim de Abreu, quando começou a trabalhar como caixeiro e a tratar da escrituração da loja de seu pai, que veio a falecer em1837.

Foi estudar na Europa, em Portugal em 1838 onde terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1840), retornando em 1845, após bacharelar-se.

No ano seguinte ao seu retorno conheceu aquela que seria sua grande musa inspiradora: Ana Amélia Ferreira Vale. Várias de suas peças românticas, inclusive “Ainda uma vez — Adeus” foram escritas para ela.

Gonçalves Dias pediu Ana Amélia em casamento em 1852, mas a família dela, em virtude da ascendência mestiça do escritor, refutou veementemente o pedido. No mesmo ano retornou ao Rio de Janeiro, onde casou-se com Olímpia da Costa

Voltou à Europa em 1862 para um tratamento de saúde. Não obtendo resultados retornou ao Brasil em 1864 no navio Ville de Boulogne, que naufragou na costa brasileira; salvaram-se todos, exceto o poeta que foi esquecido agonizando em seu leito e se afogou. O acidente ocorreu nos baixios de Atins, perto da vila de Guimarães no Maranhão.

Sua obra pode ser enquadrada no Romantismo. Procurou formar um sentimento nacionalista ao incorporar assuntos, povos e paisagens brasileiras na literatura nacional.

algumas de suas obras:

 

From → Sem categoria

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: